EmCenaCatarina chega a Caçador, Canoinhas, São Bento do Sul, Jaraguá do Sul e Joinville


31/05/2017 - Atualizado em 09/06/2017 - 351 visualizações

O circuito EmCenaCatarina Sesc 2017 segue com apresentações gratuitas de espetáculos selecionados para o projeto: a peça teatral “A Luva e a Pedra” do Teatro em Trâmite, o espetáculo de dança contemporânea “Recluso”, de Elke Siedler e Diogo Vaz Franco, e a performance em dança “O pior de mim”, de Monica Siedler com o artista visual Bruno Bez. Em formato de mostras, com três dias consecutivos de apresentações seguidas por bate-papo com os artistas, a programação iniciou pelo Oeste no mês de abril. A próxima etapa acontece em Caçador (05 a 07/06), Canoinhas (06 a 08/06), São Bento do Sul (07 a 09/06), Jaraguá do Sul (08 a 10/06), Joinville (09 a 11/06). Até o mês de setembro, 25 cidades recebem o projeto, que realizará ao todo 75 apresentações. As programações detalhadas podem ser consultadas em: http://ww2.sesc-sc.com.br/projeto/162.

Há 17 anos na estrada, o EmCenaCatarina é o maior projeto de circulação de espetáculos de artes cênicas Santa Catarina, que fomenta e valoriza a cultura local. A cada ano, três grupos de teatro, circo ou dança do Estado são selecionados para compor o circuito, levando gratuitamente um recorte do melhor da produção local na linguagem, para todas as regiões do Estado. Neste ano, a seleção ocorreu via a Plataforma IDCult/Sesc, que recebeu um grande número de propostas culturais, entre os meses de outubro e novembro de 2016.

“Ao longo da história do projeto, o EmCenaCatarina apresentou aos catarinenses muitos espetáculos teatrais, sendo que este ano teremos o prazer de mostrar ao público um pouco da produção de dança do nosso Estado, que tem crescido em qualidade e se firmado no panorama nacional”, declara Maria Teresa Piccoli, gerente de Cultura do Sesc/SC.

O monólogo a “A luva e a pedra”, do Teatro em Trâmite, faz uma reflexão sobre destino e liberdade. Com direção e atuação de André Francisco, a peça conta a história de Nelson Santos e fala da sua memória de uma época passada: o interior da França, onde viveu, seu ambiente, seus valores, anedotas sobre o que aconteceu com ele, deixando-nos conhecer uma série de personagens que influenciaram sua vida, entre eles o André, empresário do boxe que será fundamental para o futuro do Nelson e do resultado da sua história. Após a apresentação acontece o debate “14 anos em Trâmite - história e trajetória do grupo Teatro em Trâmite de Florianópolis”, um bate-papo sobre a montagem da peça “A Luva e a Pedra” e a trajetória do grupo, que se destaca pela relevante pesquisa teatral em Santa Catarina e pelas atividades no espaço cultural Casa Vermelha.

“Recluso” é um solo de dança contemporânea, de Elke Siedler com o bailarino Diogo Vaz Franco, criado a partir de experiências pessoais de dor psicofísica dos artistas do projeto em confluência com a obra “De Profundis”, do escritor britânico Oscar Wilde. A proposta é criar uma ambiência prisional habitada por fluxos contínuos de movimentos enquanto metáfora poética sobre as transformações transitórias da dor, tecidas ao longo de uma temporalidade dilatada no sombrio da existência humana. A apresentação será seguida por uma conversa comandada por Elke Siedler, acerca dos entendimentos contemporâneos de dramaturgia em dança em diálogo com os procedimentos artísticos que perpassaram a composição do espetáculo.

Na performance em dança “O Pior de Mim”, Monica Siedler propõe uma corporalidade de guerra e improvisos, interrogações sobre os limites das relações entre corpo e obra de arte, como elementos jogados em cena e cujo drama gira em torno do que, imagina-se, perpassa o pior de mim. Com imagens videográficas projetadas num telão, manipuladas ao vivo pelo artista visual Bruno Bez, cria-se a relação entre corpo e projeção que conversam entre si e o público. O debate “Criação de si como obra de arte” acontece no final da apresentação, tendo como referência a performance, para refletir e problematizar sobre procedimentos de criação artística no qual artistas partem de sua biografia pessoal para compor dramaturgias para a cena.

Próximas cidades (horários e locais serão divulgados previamente):
Vidal Ramos (04 a 06/07); Pouso Redondo (05 a 07/07); Rio do Sul (06 a 08/07); Lages (07 a 09/07); Urubici (08 a 10/07); Balneário Camboriú (02 a 04/08); Itajaí (03 a 05/08); Blumenau (05 a 07/08); Brusque (06 a 08/08) e Florianópolis (28 a 30/09).   

+ Sinopses espetáculos, fichas técnicas e links teasers

Espetáculo: “A Luva e a Pedra”, do Teatro em Trâmite (Florianópolis)
Classificação etária: 12 anos
Sinopse: Nelson Santos é um boxeador que fala da memória de uma época passada, no interior da França, onde viveu. A peça faz uma reflexão sobre destino e liberdade, lançando mão de questões que todos já fizemos um dia: Nós escolhemos nosso futuro? Ou apenas viajamos um caminho já traçado? (Teatro, 55 min)
Ficha Técnica:
Tradução e adaptação de “El Guante y La Piedra” de Quique Fernandez por André Francisco.
Elenco e Direção: André Francisco.
Operação de Luz e Som: Leandro Rovaris
Produção: Teatro em Trâmite

Espetáculo: “Recluso”, de Elke Siedler e Diogo Vaz Franco (Florianópolis)
Vídeo Teaser: https://youtu.be/xnZXV4GnxO4
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Solo de dança contemporânea criado em confluência com a obra DE PROFUNDIS de Oscar Wilde. A proposta é criar uma ambiência prisional habitada por fluxos contínuos de movimentos enquanto metáfora poética sobre as transformações transitórias da dor, tecidas ao longo de uma temporalidade dilatada. (Duração: 45 min)
Elke Siedler é artista-docente da dança contemporânea. Doutora em Comunicação e Semiótica, pela PUC/SP; Mestre em Dança e Especialista em Estudos Contemporâneos em Dança, pela UFBA. Foi professora colaboradora da Graduação de Teatro, da UDESC (2013-2014). Foi bailarina do Grupo Cena 11 Cia. de Dança (1996 a 2002) e intérprete criadora da Siedler Cia. de Dança (2003 a 2013). Desde 2014 desenvolve trabalhos solo, sendo que atualmente está em cartaz com o espetáculo solo Rec(L)usadx, que trata sobre as reverberações no corpo em decorrência das superficialidades das relações humanas.
Diogo Vaz Franco Santiago é graduado em Artes Cênicas pela UDESC. De 2006 a 2008 teve treinamento em técnicas circenses com Jean Machado e desde então desenvolve trabalho artístico independente como acrobata aéreo. Desde 2009 é aluno-bolsista de balé  clássico   da  Associação  Cultural  Arte.Dança,   sendo   bailarino   nos   espetáculos   ‘Coppélia’(2009), ‘Escrito à Mão’ (2010) e ‘O Quebra Nozes’ (2011). Fez parte do elenco do espetáculo de dança-teatro ‘O  Asno   de  Apuleio’   (2008)   pela  Andras,  Cia.   de   Dança-Teatro.   Atualmente desenvolve treinamento na escola de circo CircoCan (Florianópolis/SC) e integra a cia. de circo contemporâneo Circar.

Espetáculo: “O Pior de Mim”, de Monica Siedler com Bruno Bez (Florianópolis)
Vídeo de uma das performances: https://vimeo.com/188643816
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Um corpo coletivo em ruínas está defronte aos fracassos de suas ações passadas. É uma dança de comportamentos viciados, um acionamento, algo disparado por outrem, onde a materialidade do corpo conversa com a projeção imagética em uma ambiência de precariedade e transitoriedade. (Duração 35-45 min)

Ficha Técnica
Criação e performer: Monica Siedler
VJ: Bruno Bez
Pesquisa compartilhada com Barbara Biscaro
Música: Hedra Rockenbach
Cenário: Roberto Gorgati
Figurino: Loli Menezes
Design gráfico: Paula Albuquerque
Técnica de Luz e Som – abril e maio: Hedra Rockenbach
Técnico de Luz e Som – junho a setembro: Andrés Tissier
Agradecimentos: Elke Siedler, Mariana Coral.




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