Celebrado em 27 de março, o Dia Nacional da Inclusão Digital reforça a importância de ampliar o acesso da população às tecnologias e à informação, contribuindo para a participação social, a cidadania e a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Mais do que acesso a equipamentos e internet, a inclusão digital envolve a capacidade de compreender, analisar e utilizar criticamente os conteúdos disponíveis na rede. Em uma sociedade cada vez mais conectada, o domínio das ferramentas digitais tornou-se essencial para o exercício da cidadania e para o acesso a direitos fundamentais como educação, saúde, serviços públicos e oportunidades de trabalho.
Nesse cenário, a inclusão digital também se apresenta como um importante caminho para a inclusão social. Pessoas capacitadas e bem informadas têm melhores condições de fazer escolhas com autonomia e segurança.
Nos últimos anos, a pauta tem ganhado ainda mais relevância no contexto do envelhecimento populacional. Em 2023, a Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei nº 3.167/2023, que estabelece a inclusão digital das pessoas idosas como estratégia prioritária da Política Nacional de Educação Digital. A proposta prevê o desenvolvimento de habilidades digitais voltadas à criação de conteúdo, comunicação, uso seguro das ferramentas tecnológicas e resolução de problemas, contribuindo para a autonomia, o envelhecimento saudável e a redução do isolamento social.
O aprendizado da informática, do uso da internet, de aplicativos e das mídias sociais tem se tornado cada vez mais necessário para a população idosa. A digitalização de serviços bancários, de saúde, previdenciários e comerciais exige conhecimentos específicos para que as pessoas possam administrar seus interesses com independência. Nesse sentido, a inclusão digital também se consolida como uma dimensão da cidadania.
Quando a pessoa idosa aprende a utilizar a tecnologia com segurança — especialmente o telefone celular — ela amplia sua independência e adquire novos conhecimentos que contribuem para a saúde mental, estimulando conexões sociais e novas formas de pensar. Além disso, o domínio dessas ferramentas facilita a comunicação com as gerações mais jovens e fortalece vínculos sociais, promovendo autoestima, autoconfiança e sentimento de pertencimento.
De acordo com a Política do Envelhecimento Ativo da Organização Mundial da Saúde (OMS), promover a inclusão digital por meio do acesso à internet e de programas de capacitação é uma estratégia importante para ampliar a participação social de pessoas que historicamente estiveram à margem dos avanços tecnológicos. A iniciativa está alinhada a um dos pilares do envelhecimento ativo: a aprendizagem ao longo da vida, que incentiva oportunidades contínuas de desenvolvimento em todas as fases da vida.
Pensando nessa realidade, o Sesc Santa Catarina desenvolve o programa Viva Digital 50+, realizado atualmente em 27 unidades no estado. Os encontros acontecem em grupo, uma vez por semana, e têm como objetivo desenvolver conhecimentos digitais por meio do uso do computador ou do smartphone. Ao longo do ano, os participantes acompanham um cronograma de conteúdos que estimula tanto o aprendizado tecnológico quanto reflexões sobre longevidade e o mundo digital.
Durante a Semana da Inclusão Digital, as unidades do Sesc em Santa Catarina também promovem uma programação especial para ampliar o debate sobre o tema. A agenda inclui palestras, rodas de conversa, oficinas e atividades experimentais gratuitas com foco no tema “Conectados com Saúde e Segurança para um Envelhecer Ativo”.
A proposta busca destacar que saúde e segurança são pilares fundamentais para que as pessoas possam exercer sua autonomia, proteger sua integridade e viver com bem-estar físico, emocional e social. Em um mundo cada vez mais digital, fortalecer o acesso à informação e ao uso consciente da tecnologia contribui para prevenir riscos, reduzir o isolamento e promover um envelhecimento mais ativo, participativo e com melhor qualidade de vida.
Sobre o Sesc-SC
O Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (Sesc-SC) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Fecomércio, Sesc e Senac SC, sob a presidência do empresário Hélio Dagnoni. Desde 1946, o Sesc transforma para melhor a vida de milhares de pessoas, se destacando pelo caráter social e atuação em todo o país.
O conjunto de iniciativas ao longo destes 79 anos representa o efetivo empenho dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo em prol da missão da Instituição de: “promover ações socioeducativas que contribuam para o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, de seus familiares e da comunidade, para uma sociedade justa e democrática”. Entre as principais atribuições do Sesc estão o planejamento e a execução de ações marcadas pela excelência nas áreas de Educação, Saúde, Cultura, Lazer e Assistência, com vasta oferta de eventos e serviços.
A Instituição está presente em todas as regiões do estado, com 54 pontos de atendimento em 37 municípios. São 33 unidades operacionais, dez unidades do Sesc Comunidade, três meios de hospedagem, um museu, um centro cultural e seis unidades móveis, que levam serviços gratuitos a outras localidades. Além disso, conta com redes de escolas, restaurantes, clínicas, teatros, bibliotecas, academias, entre outros espaços onde desenvolve suas ações.
Educação Infantil, Ensino Fundamental, Contraturno Escolar, Educação de Jovens e Adultos (EJA), atividades de saúde preventiva, de incentivo à prática de atividades físicas e esporte, Odontologia, Nutrição, Cinema, Teatro, Música, Artes Visuais, Dança, Desenvolvimento Comunitário, Trabalho Social com Pessoas Idosas (TSPI), Trabalho Social com Grupos (TSG), compõem o amplo leque de atividades que o Sesc oferece aos trabalhadores do comércio de bens, serviços, turismo, seus familiares e à comunidade em geral. São ações que favorecem crianças, jovens, adultos e idosos e provocam reais transformações em suas vidas.
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