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"O mar é um pretexto”, conta a ilustradora. Um pretexto para conversar com o público sobre as experiências vividas ao longo do tempo. "É uma metáfora para falar sobre experiências pessoais reais e imaginárias”, completa. Para tanto, a artista buscou transformar a exposição em algo híbrido: misturar várias linguagens artísticas com o digital e com um brinquedo de criança.

A construção de cada imagem é feita primeiramente com uma trabalho manual, no qual Dianalice cria as ilustrações com pintura em aquarela. Depois ela usa o digital para fazer colagens sobre fotografias de outras pessoas e as apresenta em monóculos, aquele aparelho plástico comum na infância em que se espia com um olho para encontrar imagens no fim na tela. "É também uma maneira de mexer com as lembranças, com a memória”, fala.

As imagens são acompanhadas de poesias da própria ilustradora. "Algumas foram criadas antes dos desenhos e serviram de inspiração para criar as imagens. Em outras, o processo foi o contrário, as imagens deram origem ao texto”, explica a artista. Segundo Dianalice, a mostra é apresentada em dois momentos. "É doce”, conta ela, acolhe poemas e ilustrações infantis, enquanto "Morrer no mar.” volta-se para poemas e ilustrações para adultos.

Artes Visuais Livre

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