Formação Esportiva no Sesc: muito além do movimento, desenvolvendo habilidades para a vida


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09/07/2025 - Atualizado em 10/07/2025

Desde 2023, o Sesc Santa Catarina vem fortalecendo um novo olhar sobre a formação esportiva, investindo na capacitação de seus instrutores para atuar com base na perspectiva do Desenvolvimento Positivo de Jovens (DPJ) —  uma abordagem da psicologia positiva que acredita que todo indivíduo possui potencial para um futuro de sucesso.
No contexto esportivo, essa perspectiva vai muito além do desempenho técnico: trata-se de promover habilidades que os alunos possam levar para a vida. Essas habilidades para a vida, ou life skills, englobam competências emocionais, sociais e psicológicas, como empatia, comunicação, honestidade, respeito e trabalho em equipe. 

O esporte, quando vivido em um ambiente acolhedor, ético e orientado ao desenvolvimento humano, torna-se um terreno fértil para cultivar essas qualidades. Ao longo de 2025, cada bimestre foca em um desses valores. Entre maio e junho, o foco foi a empatia. 

O que é empatia no esporte? 

No Sesc, a empatia é entendida como a capacidade de compreender o outro nas relações sociais, de se colocar no lugar do colega, de reconhecer suas emoções e de agir com respeito e solidariedade. 

Essa habilidade foi estimulada em diferentes modalidades e faixas etárias, por meio de dinâmicas práticas e conversas reflexivas que promoveram a escuta, a convivência e o apoio mútuo.  Confira a seguir alguns exemplos de como os instrutores aplicaram esse valor em suas turmas: 

Sesc Chapecó - Karatê com inclusão e respeito

No Karatê do Sesc Chapecó, a empatia é um dos pilares do trabalho. As turmas são formadas por alunos diversos, incluindo crianças com autismo, TDAH, hiperatividade, déficit de atenção e superdotação. 

As aulas começam com conversas sobre a importância de incluir a todos, independente do nível ou das dificuldades.  

 “Todos, em algum momento, precisam de ajuda. Em vez de apontar falhas, devemos estender a mão”, explica a instrutora Tais Cristina da Silva. 

O resultado é um ambiente de respeito mútuo, onde os alunos aprendem, além dos movimentos da arte marcial, valores para a vida. 

Sesc Chapecó.

Sesc Itajaí - Empatia na quadra e no jogo 

Sesc Itajaí.

A turma da instrutora de vôlei Miliane Cristine Cordeiro, do Sesc Itajaí, discutiu o conceito de empatia já no início das aulas.

Os próprios alunos trouxeram reflexões sobre desigualdade no nível técnico entre os colegas e a importância da postura solidária.  

Além de conversas, foram realizadas atividades práticas, como a vivência do vôlei sentado, modalidade paralímpica que ampliou a compreensão sobre as realidades e limitações dos outros.  

O diálogo e o exercício prático permitiram que os alunos se conectassem de forma mais consciente e empática. 

Sesc Joinville – Natação com escuta e sensibilidade 

Na turma de natação infantil da instrutora Jessica Sperandio, a empatia foi trabalhada por meio de jogos cooperativos e observação das emoções.

Situações como frustração por perder um jogo ou dificuldade de cumprir uma tarefa viravam oportunidade para refletir: "Como você se sentiria se fosse seu amigo?"  

Após as atividades, as crianças participavam de rodas de conversa para compartilhar emoções e pensar em formas de ajudar os colegas. 

Com o tempo, atitudes de gentileza passaram a surgir naturalmente nas aulas — um reflexo da empatia em ação. 

Sesc Joinville.

Sesc Prainha – Brincadeiras que ensinam a cuidar