Escolas Sesc incentivam o aprendizado por interações e trocas de conhecimento

Confira as atividades realizadas pelos estudantes em Chapecó, Jaraguá do Sul e Xanxerê


16/10/2023 - Atualizado em 16/10/2023 - 1545 visualizações

Trocas de conhecimento

Rede de Ensino Sesc se estrutura a partir de uma proposta pedagógica interacionista, potencializando o ensino por meio das interações e das trocas de conhecimento, ou seja, é favorecido o compartilhamento de saberes - entre professores e alunos, alunos e seus colegas, escola e família.    

No cotidiano escolar, o ensino é voltado para suprir as necessidades dessas características individuais de cada criança, bem como os fatores que operam na coletividade. As competências a serem desenvolvidas nas crianças são trabalhadas nos dois âmbitos, o individual e o coletivo. 

 Confira algumas atividades que acontece na Escola Sesc em Chapecó, Jaraguá do Sul e Xanxerê!  

Na Escola Sesc de Chapecó, a professora Jiovana Grapilha percebeu a inquietação da turma em um momento de brincadeiras, algumas crianças começaram a questionar, e conversar entre si.   

Esse momento aconteceu durante a brincadeira entre Cecilia e Lívia, de 3 anos, as duas sentadas no chão davam comidinhas para suas bonecas, até que uma delas colocou a colher na boca da boneca e disse: “come, filha, seu macarrão verde”.

Lívia estava ao lado atenta as palavras e falou: “mas o macarrão não é verde, é vermelho!”.  

Foi então que a professora teve a ideia de realizar uma atividade envolvendo texturas e cores com o ingrediente presente na brincadeira: macarrão. Afinal, qual é a cor do macarrão?

“É importante para a criança que se perceba enquanto sujeito, é através do contato com diferentes texturas e estímulos, que elas aprendem a lidar com suas emoções e sensações e a expressá-las de maneira adequada.”, relata a professora Jiovana Grapilha.

Essas atividades também podem ajudar no desenvolvimento da empatia e da amizade, uma vez que as crianças aprendem a reconhecer e respeitar as diferenças entre si e entre os outros. Ao mesmo tempo que as crianças experimentavam através do toque, aproveitaram para provar o gosto.  

Para essa situação de aprendizagem, foi utilizado corante colorido e na medida em que as criaças misturavam surgia uma nova cor, o que as motivava ainda mais.  Após um longo tempo, as crianças foram percebendo que o macarrão pode ser de diversas cores, para isso, basta misturar os ingredientes e deixar ainda mais colorido.    

Explorando o mundo dos animais na Escola Sesc de Jaraguá do Sul

Os alunos do 3º ano da Escola Sesc de Jaraguá do Sul - juntamente com a professora Daiane Raquel Rita, laboratorista Mariane Roblowski e auxiliar de classe Jéssica Francine Pereira, estudaram sobre ciclos da vida.  

Ao chegarem no tópico desenvolvimento dos ovíparos, os alunos Alice Thomsen e Luca Bakun comentaram que seus pais tinham criação de galinhas e “chocadeiras” (incubadora de ovos), sendo assim, as famílias se prontificaram a vir na escola para mostrar e explicar como funciona o processo para chocar os ovos de galinha.  

Para proporcionar essa vivência à turma, a mãe do estudante Luca, Bruna Bakun, disponibilizou sua incubadora para observação do processo, que acontece quando a galinha bota ovo fecundado por um galo, durante o desenvolvimento dentro do ovo o embrião se alimenta das substâncias nutritivas que estão na gema, esse processo leva cerca de 21 dias para a formação completa e eclosão do pintinho.   

A turma cuidou e aguardou ansiosamente para o grande dia do nascimento. Depois de quatorze dias de incubação, foi feita a primeira ovoscopia (método que usa uma fonte de luz sobre o ovo para mostrar detalhes através da casca) e, entre os 6 ovos que estavam na chocadeira, foi possível observar quatro embriões formados e se mexendo.   

Com vinte e um dias, os embriões (pintinhos) começaram a quebrar a casca, foi uma grande emoção. Como a chocadeira ficou no laboratório Multilab a escola toda pode observar o processo, inclusive, a educação infantil.  Após o nascimento, os estudantes analisaram as asas, e puderam observar que eram dois pintinhos e duas fêmeas e, como a experiência acabou envolvendo toda a escola, os terceiros anos selecionaram nomes para os bichinhos.  

Foi elaborado um questionário (via Forms) para votação através de QR CODE, que estava distribuído pela escola, e com a maior votação foram escolhidos: Lua e Meg para as fêmeas e Pikachu e Saturno para os machos.

“O acompanhamento do desenvolvimento dos pintinhos foi uma experiência educativa gratificante, através desse projeto aprendemos não apenas sobre o ciclo de vida das aves, mas também a importância do cuidado, responsabilidade e trabalho em equipe. Esse processo ilustrou vividamente como a ciência e a prática se unem na criação dos animais. Esperamos que nosso projeto tenha transmitido lições valiosas e inspirar outros a explorar o mundo fascinante da vida animal. ", relata a professora Daiane Raquel Rita.