Mostra Sesc de Cinema anuncia filmes selecionados na nona edição


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01/07/2026 - Atualizado em 01/07/2026

Mostra Sesc de Cinema premia filmes independentes

A Mostra Sesc de Cinema chega à sua nona edição com 52 filmes selecionados entre os mais de 1.900 inscritos de todo o país. Desses, 21 filmes compõem o Panorama Brasil, 10 integram o Panorama Infantojuvenil e outros 21 fazem parte dos Panoramas Estaduais. Ao todo, o projeto destinará até R$ 222 mil em licenciamentos. As obras passam, agora, a integrar a programação do Sesc e serão exibidas ao longo dos próximos 12 meses em diferentes cidades brasileiras. 

Voltada à promoção do cinema independente, a MSDC se consolida como um espaço de circulação para produções que, muitas vezes, encontram poucas oportunidades de exibição fora de festivais.

“A Mostra Sesc de Cinema se consolidou como uma importante janela de exibição para realizadores de todas as regiões do país. Ao promover essa circulação e aproximar as obras do público, o projeto contribui para fortalecer o audiovisual brasileiro, ampliar o acesso à cultura e fortalecer um setor que gera emprego, renda e desenvolve o país”, afirma Leonardo Minervini, gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.

Entre os filmes selecionados, 23 obras são inéditas e serão lançadas durante a programação do projeto, além disso, 45 filmes contam com recursos de acessibilidade como legendas, audiodescrição e Libras. Outro aspecto relevante é a expressiva presença de direções compartilhadas, com filmes assinados por duplas e coletivos, prática que reforça a dimensão colaborativa e descentralizada da produção audiovisual brasileira contemporânea.

Panoramas e narrativas da Mostra Sesc de Cinema

No Panorama Brasil, os títulos selecionados evidenciam uma forte conexão entre cinema, identidade e território. Obras como “Uma estrada que corta o território do Xerente” e “Mercado Central” apontam para uma cartografia sensível do país, valorizando contextos locais e modos de vida específicos. Ao mesmo tempo, filmes como “Frete Grátis para todo o Norte, exceto para o Brasil” tensionam criticamente as relações entre centro e periferia, ampliando o debate sobre pertencimento e desigualdade regional.

Outro aspecto marcante é a presença de narrativas que dialogam com a ancestralidade e os saberes tradicionais, como em “Pai Pote, o filho de Ogum” e “Ancestralidade, Presente”, refletindo o protagonismo de cosmovisões afro-brasileiras e indígenas no audiovisual contemporâneo. Esses elementos coexistem com abordagens que tratam o próprio cinema como campo de reflexão, a exemplo de “Minha religião é o Cinema”, “Amuleto” e “Divino: sua alma, sua lente”, nos quais o fazer cinematográfico surge como experiência estética, espiritual e política.

A dimensão subjetiva também se destaca, com filmes que exploram afetos e processos de transformação, como “O que faço com isso agora que acabou?” e “Ausente”, revelando uma produção autoral voltada à introspecção e à construção de sentidos individuais. Paralelamente, cultura urbana, raça e pertencimento são narrativas abordadas em filmes como “Nação Hip Hop: cultura de rua” e “Destino da pele”.

No Panorama Infantojuvenil, pela primeira vez, seis estudantes do LABmais, projeto do Sesc voltado para as juventudes, foram selecionados para participar da curadoria, com encontros acompanhados pela monitora do laboratório. Os jovens, entre 14 e 15 anos, contribuíram com seus pontos de vista na seleção das obras, trazendo para o processo o olhar de quem também é público dessas produções.

Nesse panorama, a Mostra aposta em narrativas que dialogam com o imaginário, o cotidiano e os desafios das novas gerações. Elementos do folclore e da fantasia marcam presença em filmes como “Guardiões da Cobra Grande” e “Pé de Garrafa”, reafirmando a potência das histórias tradicionais como pontes de aproximação com o público jovem. A presença de diretores indígenas também é um destaque, em obras como “Guardiões da Cobra Grande” e “Medo de cachorro”. Já as temáticas contemporâneas, como tecnologia e futuro, ampliam o diálogo com o público jovem, como em “Hacker Leonilia” e “Ecos do Amanhã”.

No Panorama Estadual, a circulação começa pelos territórios de origem antes de ganhar o circuito nacional. Entre os destaques, o Panorama de Santa Catarina reúne sete filmes dirigidos por mulheres, sinalizando a crescente presença feminina em funções de direção no audiovisual brasileiro.

Filmes catarinenses

O filme "Nação Hip Hop: cultura de rua", de Laia Orisa, representa Santa Catarina na Mostra Panorama Brasil. O curta resgata a história do “Nação Hip Hop”, primeiro programa independente da TV aberta dedicado ao hip hop no Brasil, produzido em Florianópolis e exibido em Santa Catarina entre 2001 e 2006.

"Desvios Naturais", de Rafaella Narciso, é destaque do Panorama Estadual de Santa Catarina, que exibirá também os filmes: "A cidade que tinha um cinema", de Daniela Farina; "Alma", de Priscila Ramos; "Da Janela", de Lu Antunes Gaita Michele Diniz; "Pedra Vermelha", de Ilka Goldschmidt, e "Nação Hip Hop: Cultura de Rua", de Laia Orisa.

As programações em Santa Catarina serão divulgadas previamente na agenda do site do Sesc-SC.

Sobre o Sesc-SC

O Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (Sesc-SC) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Fecomércio, Sesc e Senac SC, sob a presidência do empresário Hélio Dagnoni. Desde 1946, o Sesc transforma para melhor a vida de milhares de pessoas, se destacando pelo caráter social e atuação em todo o país.

O conjunto de iniciativas ao longo destes 80 anos representa o efetivo empenho dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo em prol da missão da Instituição de: “promover ações socioeducativas que contribuam para o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, de seus familiares e da comunidade, para uma sociedade justa e democrática”. Entre as principais atribuições do Sesc estão o planejamento e a execução de ações marcadas pela excelência nas áreas de Educação, Saúde, Cultura, Lazer e Assistência, com vasta oferta de eventos e serviços.

A Instituição está presente em todas as regiões do estado, com 65 pontos de atendimento em 37 municípios. São 33 unidades operacionais, dez unidades do Sesc Comunidade, três meios de hospedagem, um museu, um centro cultural e seis unidades móveis, que levam serviços gratuitos a outras localidades. Além disso, conta com redes de escolas, restaurantes, clínicas, teatros, bibliotecas, academias, entre outros espaços onde desenvolve suas ações.

Educação Infantil, Ensino Fundamental, Contraturno Escolar, Educação de Jovens e Adultos (EJA), atividades de saúde preventiva, de incentivo à prática de atividades físicas e esporte, Odontologia, Nutrição, Cinema, Teatro, Música, Artes Visuais, Dança, Desenvolvimento Comunitário, Trabalho Social com Pessoas Idosas (TSPI), Trabalho Social com Grupos (TSG), compõem o amplo leque de atividades que o Sesc oferece aos trabalhadores do comércio de bens, serviços, turismo, seus familiares e à comunidade em geral. São ações que favorecem crianças, jovens, adultos e idosos e provocam reais transformações em suas vidas.

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