Em um mundo marcado por mudanças tecnológicas rápidas, a inclusão de aulas de robótica na educação básica tem ganhado destaque como estratégia para formar estudantes aptos a enfrentar os desafios sociais e profissionais do futuro. Pesquisas e dados oficiais apontam que a robótica educacional não só amplia o repertório técnico dos alunos, como também estimula habilidades cognitivas, socioemocionais e de resolução de problemas — competências consideradas essenciais para os profissionais do futuro.
Segundo relatório do World Economic Forum, estima-se que cerca de 65% das crianças que hoje estão no ensino fundamental trabalharão em profissões que ainda não existem, muitas delas diretamente relacionadas à tecnologia, automação e inteligência artificial — transformações que estão redefinindo o mercado de trabalho global.
Apesar dessa perspectiva, o acesso a disciplinas como robótica e programação ainda é limitado no Brasil. De acordo com a pesquisa O Abismo Digital no Brasil, realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a PwC Consultoria, mostra que aproximadamente 13% das escolas públicas oferecem aulas de robótica ou programação no ensino básico. Essa lacuna evidencia um desafio do sistema educacional brasileiro para integrar competências digitais desde a infância.
Cerca de 65% das crianças que hoje estão no ensino fundamental trabalharão em profissões que ainda não existem.
A importância dessa integração vai além da familiarização com máquinas e código. Estudos mostram que a robótica educacional contribui significativamente para o desenvolvimento do pensamento crítico, criatividade, raciocínio lógico, autonomia e trabalho em equipe — habilidades que não são facilmente adquiridas por meio de métodos tradicionais de ensino. A natureza prática das atividades com robôs favorece a aprendizagem ativa, em que o aluno aprende fazendo, testando hipóteses, corrigindo erros e aperfeiçoando soluções, o que fortalece a capacidade de resolver problemas complexos.
Além disso, a robótica serve como um facilitador interdisciplinar, pois ao construir e programar um robô, estudantes mobilizam conhecimentos de matemática, ciências, engenharia e tecnologia, enquanto aplicações em sala de aula tornam conceitos abstratos mais acessíveis e envolventes.
No Brasil, iniciativas como a Olimpíada Brasileira de Robótica ilustram como a robótica pode engajar estudantes, estimulando o interesse por ciência e tecnologia por meio de competições que combinam criatividade, trabalho em equipe e inovação. Criando um ambiente cada vez mais preparado para um mercado de trabalho em constante evolução.
O Sesc sabe da importância do ensino de robótica para os estudantes de Santa Catarina e aliando teoria e prática, oferece um curso em linha com as principais metodologias sobre o tema, abordando conceitos como raciocínio lógico, lógica de programação, noções básicas de eletrônica (sensores e atuadores) e física (equilíbrio, roldanas, rolamentos, velocidade média, gravidade), estimulando a curiosidade e instigando o conhecimento.
0 Comentários