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Os indígenas forneceram aos colonos açorianos as
bases culturais para a sobrevivência. Sua presença
é marcante nos topônimos, no vocabulário regional,
na medicina popular, bem como nas técnicas de pesca artesanal
e no universo mítico ilhéu.
Os açorianos participaram de modo decisivo
na elaboração da cultura local. As técnicas
de pesca, o carro de bois, a olaria de cerâmica utilitária
e decorativa, a renda de bilro, as festividades do Divino, o pão-por-deus,
entre outros, são herança dos filhos do arquipélago
de Açores. Eles ainda legaram uma literatura oral e uma mitologia
riquíssimas, além de haverem desenvolvido o engenho
de farinha, a partir da combinação do moinho de vento
com a atafona, e, sobretudo, uma grande religiosidade.
As marcas da cultura portuguesa permanecem
vivas em museus e monumentos, como o Palácio Cruz e Sousa,
a casa do Pintor Vitor Meireles, o Museu Histórico de Santa
Catarina, a Câmara Municipal, o Mercado Público e o
prédio da Antiga Alfândega, entre outros. Todos esses
atrativos não naturais se encontram no centro da cidade,
onde destacam-se, também, a Praça XV de Novembro,
a Catedral Metropolitana e a monumental ponte Hercílio Luz,
considerada a maior da América do sul, no seu formato Pênsil.
TEATRO ÁLVARO DE CARVALHO
Em 1857, a "Sociedade Emprehendedora" adquiriu o terreno,
onde se construiria o teatro, com o apoio do governo da época.
Anos depois, em 1871, com a obra ainda inacabada, algumas companhias
dramáticas e circenses já faziam uso do local, realizando
as primeiras apresentações do Teatro. Finalmente,
no dia 7 de setembro de 1875, 21 anos após a criação
daquela sociedade, o Teatro, ainda com o nome de Santa Isabel, foi
oficialmente inaugurado.
CENTRO
INTEGRADO DE CULTURA
Inaugurado em 1982, reúne espaços e equipamentos para
teatro, vernissages e cinema e mantém oficinas de artes plásticas
e artesanato. Seu principal auditório tem capacidade para
mil pessoas.
CATEDRAL
METROPOLITANA
A história da Catedral começa no ano de 1675 com a
construção da 1ª Capela, no alto de uma das 7
colinas da Cidade, no centro, onde hoje está a praça
XV Novembro. Posteriormente sofreu ampliação tornando-se
igreja em 1753. O seu atual formato arquitetônico se faz presente
desde 1773. No seu altar mor encontram-se as imagens das padroeiras
da cidade, N.S. do Desterro e do estado, Santa Catarina.
A histórica igreja abriga desde 1902 um dos principais chamarizes
do seu acervo de arte sacra. Em seu interior encontra-se a escultura "A Fuga
para o Egito", que retrata a fuga da Sagrada Família
em tamanho natural (José, Maria e o Menino Jesus), entalhada
em dois blocos de cedro pelo artista tirolês Demetz. Também
fazem parte do acervo o órgão de tubos, alemão
de 1924, o carrilhão principal com cinco sinos, de 1922 e
os vitrais, feitos em São Paulo em 1949.
IGREJA DE SÃO FRANCISCO
DA PENITÊNCIA DA ORDEM TERCEIRA
No centro da cidade, a pedra fundamental foi lançada em 1803,
na esquina das ruas Felipe Schmidt e Marechal Deodoro. Foi consagrada
em 1811 sendo um templo em estilo Barroco de singular expressão,
onde se destacam algumas obras do Pintor ilhéu Victor Meirelles.
A Ordem Terceira é a mais antiga das confrarias religiosas
da cidade.
IGREJA DE NOSSA SENHORA DAS NECESSIDADES
Localizada em Santo Antônio de Lisboa, construída a
partir de 1750 e concluída em 1754 retrata a Arte Barroca
no sul do Brasil. Este Distrito é um dos berços da
colonização Açoriana na Ilha, local onde encontramos
a 1ª rua calçada de Santa Catarina, obra realizada por escravos para receber a visita do Imperador D. Pedro I.
Além das citadas, há várias
outras igrejas, monumentos históricos e testemunhos da fé
e da religiosidade do povo ilhéu, de ontem e de hoje.
PALÁCIO
CRUZ E SOUSA
Sobrado em estilo colonial eclético, projetado pelo brigadeiro
José da Silva Paes, antes de 1749, teve sua 1ª grande reforma em 1896,
no Governo de Hercílio Pedro da Luz. Era conhecido popularmente
como Palácio Rosado e abrigava a sede do Governo Estadual,
bem como a Moradia do Governador.
Seu nome é uma homenagem ao poeta catarinense de maior expressão
no movimento simbolista do Brasil, João da Cruz e Sousa.
Abriga hoje o Museu Histórico de Santa Catarina. Fica na
Praça XV de Novembro, e foi uma das primeiras construções
realizadas para abrigar o poder púbico.
CASA DO PINTOR VICTOR MEIRELLES
Guarda obras e documentos do artista, na rua que leva o nome do
pintor, centro da cidade. De construção intermediária,
entre a tradicional porta-janela e os sobrados mais requintados,
a casa apresenta as características básicas da arquitetura
comercial mais freqüente na Desterro (ex-nome da cidade), onde
o andar superior destinava-se à moradia e o térreo
ao comércio - no caso, o armazém do pai do artista,
o português Antônio Meireles de Lima. A obra "Primeira
Missa no Brasil" o imortalizou como o maior pintor histórico
do Brasil ao lado de outro grande mestre, Pedro Américo.
Foi ele quem introduziu a pintura histórica no país.
É autor de obras consagradas como: "Combate Naval de
Riachuelo", Passagem de Humaitá", Batalha dos Guararapes",
entre outras.
MUSEU DO HOMEM DE SAMBAQUI
Instalado no prédio do Colégio Catarinense, um dos
mais tradicionais e que hospedou o Papa João Paulo II, quando
de sua estada na capital para beatificar a Madre Paulina, em 18 de outubro
de 1991.
O Museu abriga um valioso acervo arqueológico coletado nos sambaquis
catarinenses, como esqueletos humanos, objetos de pedra e urnas mortuárias.
MUSEU
UNIVERSITÁRIO E PLANETÁRIO
Com rico acervo nos setores de arqueologia, etnografia, antropologia
e etnologia, preserva, entre tantas relíquias, as obras de
Franklin J. Cascaes, que retratam o cotidiano, mitos e lendas locais,
da cultura de base açoriana.
MUSEU
ETNOLÓGICO RIBEIRÃO DA ILHA
Localizado em um dos mais históricos e belos lugares do sul
da ilha, no Distrito de Ribeirão da Ilha, fica na Estrada
Geral - Costeira do Ribeirão. O museu está instalado
numa antiga casa a beira mar , fazendo parte de um complexo turístico
que inclui Pousada e restaurante. Seu acervo mantém preservadas
as provas culturais dos povos que habitaram a ilha ao longo dos
tempos.
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